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Microsoft cria software que ‘espiona’ funcionários, diz jornal

16 janeiro, 2008
teclado e mouse
Grupos de liberdades civis criticaram a proposta

A Microsoft está desenvolvendo um novo software no estilo “Big Brother”, capaz de monitorar o desempenho dos funcionários no ambiente de trabalho por meio de suas expressões faciais, comportamento e estado de saúde, afirma uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico The Times.

O diário teve acesso ao pedido de patente enviado há um ano e meio pela empresa ao Departamento Americano de Patentes e Marcas Registradas.

Segundo o The Times, o documento diz que a ferramenta permitiria aos empregadores acompanhar de perto a produtividade de seus funcionários ao terem acesso a seus “batimentos cardíacos, temperatura corporal, movimentos, expressões faciais, e pressão arterial”.

O software “espião” permitiria que sensores sem fio captassem com precisão detalhes como “reações do cérebro, arrepios da pele, respiração e expressões faciais” de funcionários sentados no computador.

Privacidade

Segundo o documento, o objetivo do monitoramento seria “automaticamente detectar frustração ou situações de estresse e oferecer a assistência necessária”, escreveu o The Times.

Ao detectar mudanças no metabolismo, o software ligaria as informações a uma base com dados do funcionário, como peso, altura e condições de saúde.

Grupos de liberdades civis e advogados ouvidos pelo jornal criticaram a nova ferramenta, argumentando que o software representa uma “invasão em todos os aspectos da vida do funcionário e levanta várias questões sobre quebra de privacidade”.

Em comunicado, a Microsoft confirmou ter entrado com pedido de patente para um novo software, mas disse que não é da prática da empresa “fazer comentários sobre patentes em andamento porque podem sofrer alterações ao longo do processo de aprovação pelo Departamento americano de Patentes e Marcas Registradas”.

A gigante da informática ainda disse que a notícia publicada pelo The Times se refere a um sistema de monitoramento que “usa a freqüência dos batimentos cardíacos do usuário como exemplo de seu estado de saúde para detectar quando este precisa de ajuda no exercício de suas atividades”.

A Microsoft acredita que o pedido de patente deve ser aprovado em três anos e meio.

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